Criando espaços de reflexão sobre sexualidade na adolescência por meio de narrativas digitais
Palavras-chave:
Educação integral em sexualidade, narrativas digitais, adolescências, direitos sexuais e reprodutivos, empoderamento, pedagogia críticaResumo
A Educação Integral em Sexualidade (EIS) constitui um direito humano inalienável e uma dimensão fundamental do desenvolvimento integral das pessoas, especialmente durante a adolescência. A sua implementação no sistema educacional, particularmente em contextos socioculturais vulneráveis, exige abordagens pedagógicas capazes de superar visões reducionistas centradas apenas na prevenção de riscos.
Este artigo apresenta os resultados de uma experiência realizada em uma escola agrícola pública de alternância no Uruguai, onde foi desenvolvida uma proposta baseada na produção de narrativas digitais por estudantes do 8.º ano. A intervenção foi enquadrada no Taller de Saúde e Sexualidade do Conselho de Educação Técnico-Profissional (CETP-UTU) e foi concebida com base em pedagogias críticas, na educação situada e na abordagem de direitos.
A partir de uma metodologia qualitativa, foram utilizadas técnicas como observação participante, análise das produções narrativas, revisão de materiais pedagógicos e devolutiva de um professor de referência.
Os resultados demonstram que as narrativas digitais não apenas favorecem a apropriação de conteúdos relacionados aos direitos sexuais e reprodutivos, mas também possibilitam espaços de expressão emocional, reflexão coletiva e construção da autonomia juvenil. Conclui-se que esse tipo de dispositivo didático contribui para uma EIS contextualizada, dialógica e transformadora, especialmente quando articula o cognitivo com o afetivo e o criativo.
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